O advogado dos ex-diretores-presidentes da Comurb, Kakunen Kyosen e Cléber Toffoli, Ronaldo Neves, afirmou que desconhece a existência da ata que Alonso afirma ter apresentado ao Ministério Público Etadual, esta semana. Neves argumentou que, na condição de ''primeiro exemplo de delação premiada do País'', o ex-diretor administrativo-financeiro da Comurb tem que ser ouvido ''com reservas''. ''Alonso é réu confesso, tinha que ser preso. Tudo que ele fala tem que ser repensado, portanto''.
Sobre o fato de Kyosen ter vasta experiência em auditoria e, mesmo assim, supostamente não ter se envolvido com as decisões financeiras da companhia, o advogado voltou a isentá-lo de responsabilidade em contratações irregulares na companhia já extinta (atual CMTU). ''Já foi detalhadamente explicado nos depoimentos que o Kakunen assinava os documentos por último, não tinha o exercício de fato. Meu cliente apenas verificava a procedência dessas ordens, não as emitia'', defendeu.
Já Toffoli, insiste Neves, teria autorização expressa do conselho para efetuar o aumento de pessoal na autarquia. ''Foram contratações em regime de expecionalidade'', resumiu, para complementar que verificaria quais documentos foram apresentados por Alonso. (J.G.)

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