O ex-diretor-financeiro da Comurb (atual CMTU), Eduardo Alonso, confirmou ontem ao juiz da 4ª Vara Criminal, Arquelau Aráujo Ribas, as denúncias feitas antes ao Ministério Público (MP), envolvendo Antonio Belinati e membros do primeiro escalão, como Rubens Pavan (ex-presidente da Sercomtel) e Gino Azzolini Neto (ex-secretário de Governo). Alonso foi interrogado por mais de três horas e entregou documentos ao juiz. Apesar de ser um dos principais envolvidos no escândalo AMA-Comurb, Alonso é considerado réu colaborador.
Ao contrário da época em que surgiram as primeiras denúncias (no primeiro semestre de 2000), ontem Alonso foi comedido em suas declarações. Ele disse que não tem recebido ameaças, mas foi acompanhado por dois soldados do serviço reservado da PM. Ele reconheceu que assinava as licitações, mesmo sabendo que eram fraudulentas. ‘‘ Cumpri o meu dever como tenho feito desde o começo, confirmei todos os meus depoimentos anteriores.’’
Segundo a promotora Solange Vicentin, Alonso não trouxe fatos novos ao processo. ‘‘Ele apresentou atos e decretos do prefeito atribuindo poderes específicos para alguns secretários’’, resumiu. Segundo ela, os documentos foram usados pelo MP para atribuir as responsabilidades nas quatro ações criminais. (L.R.)

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