O primeiro compromisso público da prefeita Marta Suplicy (PT) com um segmento dos excluídos da cidade – um almoço com a população de rua – causou tumulto e precisou ser controlado pela Guarda Civil Municipal. O almoço, realizado ontem no Pátio do Colégio, centro da cidade, foi planejado para 60 pessoas, entre moradores de rua e coordenadores de entidades que trabalham com essa população. Segundo o presidente do Sindicato de Hotéis e Restaurantes, Nilson de Abreu Pinto, que financiou o almoço, apesar de terem sido convidadas apenas 60 pessoas, havia comida para 170.
O problema é que em nenhum momento ficou claro que o evento era restrito a um grupo de sem-teto. Logo após a entrada da prefeita no local, cerca de 50 moradores de rua sem convite já esperavam no portão na esperança de conseguirem almoçar.
Uma equipe do sindicato dos hotéis e da prefeitura fez uma ‘‘coleta’’ entre os restaurantes do Centro, solicitando doações. O padre Júlio Lancellotti, vigário do Povo da Rua, uma espécie de movimento que congrega cerca de 800 líderes de sem-teto (cerca de 10% do total), diz que o almoço era para comemorar a regulamentação da lei que normatiza direitos para os moradores de rua. (A.F.)

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