Almeida nega articulação com Beto pela vaga de deputado
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sábado, 26 de janeiro de 2013
José Lazaro Jr. <br> Reportagem Local 
Curitiba - Com a escalação do deputado federal Reinhold Stephanes (PSD) para a Casa Civil do governo do Paraná, o peemedebista Marcelo Almeida assume a vaga na Câmara Federal. ''O Stephanes é bem mais importante que eu'', brinca o político. Almeida ''jurou'' à FOLHA que o convite ao político do PSD não partiu de uma articulação dele junto ao governador Beto Richa (PSDB), via Ratinho Júnior. ''O meu caminho é apoiar a Dilma. Eu tenho uma ligação mais forte com o Paulo Bernardo (PT), Gleisi Hoffmann (PT) e Michel Temer (PMDB). A minha relação com o Ratinho é de amizade, eu ajudei na campanha por sentir que havia uma brecha em Curitiba para uma liderança nova. O Beto é um amigo da minha família, e a neutralidade dele foi importante no pleito em Curitiba, mas foi isso'', explicou-se.
Almeida vai engrossar a segunda maior bancada da Câmara Federal, elevando para 79 o número de parlamentares do PMDB. Ele é o filho mais novo do empresário Cecílio do Rego Almeida, falecido em 2008, cuja empreiteira (CR Almeida) mantém negócios nas áreas da construção civil, concessões rodoviárias, logística e indústria química. O caçula foi vereador na capital em duas ocasiões diferentes, com trabalho voltado para a qualidade do trânsito em Curitiba. ''Foi essa atuação que me levou para o Detran (Departamento de Trânsito do Paraná)'', lembra o político. O convite foi feito pelo então governador Roberto Requião (PMDB), de quem Almeida também foi secretário de Estado de Obras.
O futuro deputado federal do PMDB comemora o feito de, em três anos (2003-2006), ter tirado o Detran de um deficit de R$ 8 milhões para um orçamento positivo de R$ 396 milhões. ''Também diminuímos a corrupção, basicamente indicando mais mulheres para os cargos de comando, especialmente nas licitações e contratos'', diz Marcelo Almeida. Nas três vezes que concorreu à Câmara Federal, ficou na suplência do PMDB. Sua primeira experiência como deputado, em 2007, veio com a ida de Reinhold Stephanes para o Ministério da Agricultura, a convite do ex-presidente Lula. Naquela época, o político do PSD estava filiado ao mesmo PMDB de Almeida.
No Congresso, ele criou a Frente Parlamentar Mista da Leitura e aprovou incentivos fiscais para as editoras, ''com o objetivo de tornar os livros mais acessíveis para a população''. ''Dessa vez eu quero fazer em doze meses mais do que fiz nesses quatro anos. Não vou escolher assunto. A bola que 'pingar' na minha frente eu vou chutar, já que quero ser um dos 100 'mais influentes' do Congresso'', cita Marcelo Almeida, referindo-se à pesquisa feita anualmente entre os jornalistas que acompanham a política em Brasília. A distribuição dos royalties do petróleo e as novas regras do Fundo de Participação dos Estados, diz ele, estão na lista.
Na última edição do ''Prêmio Cabeças do Congresso e Parlamentares em Ascenção'', organizado pelo Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), apareceram sete políticos do Paraná na lista dos mais influentes (Abelardo Lupion, Alvaro Dias, André Vargas, Dr. Rosinha, Osmar Serraglio, Roberto Requião, e Rubens Bueno) e apenas dois na lista das ''promessas'' para esse ano (Alex Canziani e Eduardo Sciarra).


