Alkcmin defende juro baixo para agricultura
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quinta-feira, 13 de abril de 2006
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Na segunda visita a Londrina, ontem à tarde, o governador licenciado de São Paulo, Geraldo Alckmin, estabeleceu a política de juros baixos como a bandeira de salvação para o setor agrícola brasileiro. Pré-candidato do PSDB às eleições presidenciais de outubro, Alckmin visitou a 46 Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina. Acompanhado de deputados, prefeitos e outras lideranças políticas, Alckmin iniciou a visita ao Parque Ney Braga pelo estande da Folha de Londrina, onde foi recebido pelo superintendente da empresa, José Eduardo de Andrade Vieira. O tucano ainda conversou a portas fechadas com um grupo de ruralistas e antigos correligionários do partido na cidade, dos quais ouviu queixas sobre a atuação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e falou da plataforma de governo para o setor.
Em tom de campanha, o pré-candidato fez uma série de críticas ao governo petista, mas sempre com o cuidado de desviar o direcionamento do ataque ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva: preferiu dizer que o presidente passa por uma ''crise de governabilidade''. ''Isso de que o presidente não sabe (do suposto esquema do mensalão), nem a finada velhinha de Taubaté acredita. Mas é certo que a corrupção tomou conta dessa mistura de público com privado, à medida que houve essa mistura entre partido e governo'', disse. Aqui, a referência foi feita em relação ao parecer do Ministério Público Federal (MPF), o qual, esta semana, denunciou que o PT teria agido como uma ''organização criminosa'' ao ter aliciado pelo menos 40 pessoas no esquema denunciado pelo deputado federal cassado Roberto Jefferson (PTB-RJ).
Questionado sobre um eventual pedido de impeachment contra Lula iniciativa defendida por alguns caciques tucanos , Alckmin declinou da idéia. ''Creio que o caminho para uma democracia é a eleição; só ela mesmo para se ganhar a confiança do povo'', resumiu.
Em outra oportunidade, o pré-candidato do PSDB definiu Lula como o ''anti-Juscelino'', meses após ele próprio e o presidente terem se comparado a Juscelino Kubitschek. ''Ano passado o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 2,3%, crescimento maior apenas que o do Haiti. E ele (Lula) ainda diz que não tem pressa em crescer: é o anti-Juscelino, pois JK defendia 50 anos de governo em cinco. Estamos perdendo oportunidades'', reclamou, para emendar: ''É preciso mais qualidade no gasto público, e reformas para poder crescer, gerar renda e trabalho''.
O governador licenciado negou acusações de que sua administração teria beneficiado aliados com verbas publicitárias da Nossa Caixa, banco estatal. ''A publicidade do banco é totalmente pulverizada a TVs, rádios, jornais, revistas'', justificou. A respeito das invasões de terras que têm sido comuns durante a gestão petista, foi taxativo: ''Se invadiu, desinvadiu (sic). Reforma agrária, sim, invasão, não são coisas totalmente distintas''.
Após o econtro com o governador, o superintendente da Folha comentou que tem ''boas relações'' com ele já há 20 anos, quando Alckmin ainda era deputado estadual. ''Sinto que é uma pesssoa séria. Quando fui senador e ele deputado federal, dava para notar bem isso'', avaliou Andrade Vieira.
Leia sobre o encontro do governador licenciado de São Paulo com membros do PSDB na página 4.


