Alianças podem reduzir candidatos
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sábado, 20 de agosto de 2011
Vinícius Zanin <br>Reportagem Local 
O cientista político e sociólogo Marco Rossi acredita que o número de pré-candidatos em Londrina até as eleições de 2012 - estimado em 14 - deve baixar para menos da metade. ''A cidade não comporta esse número. Os partidos não têm força para isso. Normalmente a gente pode esperar um número máximo de cinco ou seis candidatos''. Ele afirma que grandes alianças fazem parte da história das legendas. ''Vamos ver como eles vão configurar essas alianças. Os partidos geralmente não têm como dar conta de uma campanha tão grande assim'', analisa.
Sobre a abertura de prévias dentro dos partidos, o cientista político acredita que restringir essa discussão representa um atentado à democracia. ''Para quem vê o partido político como um espaço democrático, aberto às discussões, isso é horrível. Toda vez que você fecha um espaço de debate, impede o pluralismo. É preciso debater abertamente diante dos olhos de todos. Impedir isso é impedir a democracia'', comenta.
De acordo com ele, os partidos que têm ''experimentado'' o poder tendem a se desviar de seus reais propósitos. ''Restringir esse tipo de discussão interna significa uma orquestração do poder ou também pode ser avaliado como um trampolim político para os caciques. O dirigente que é favorável ao fechamento geralmente faz parte do bloco majoritário. Eles não querem debate, para eles não é interessante. Alegam que é para manter viva a saúde do partido, mas se for pensar como alguém que quer fazer parte da prévia e não deixam é um cerceamento a esse direito. O militante comum, que ainda deposita alguma esperança, não fica nem sabendo o que acontece dentro do próprio partido'', analisa.
Estatuto
O PT prepara a reforma do seu estatuto e entre as alterações, a ideia é restringir as prévias para a escolha dos concorrentes às eleições. As prévias indicam quem seriam os pré-candidados, o que, em tese, geraria uma disputa interna até que se chegue a um nome comum. Restringindo essa discussão, o partido abre a candidatura já com o nome do candidato, sem especulações, para evitar confronto onde o partido é governo. A postura adotada pelo PT leva à discussão de até que ponto vale a pena abrir mão da negociação interna nos partidos, e o quão benéfico isso seria para os militantes de cada bandeira.


