O presidente nacional do PMDB, Michel Temer, o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB) e o presidente do diretório do partido em São Paulo, Orestes Quércia, se reúnem hoje com lideranças peemedebistas em Curitiba. O objetivo do encontro é definir a posição do PMDB do Paraná quanto à proposta defendida por membros da sigla inclusive por Requião de independência do partido em relação ao governo federal comandado pelo PT, de Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão deverá ser levada à convenção nacional do PMDB, agendada para o dia 12.
O PMDB faz parte da base aliada do governo federal e tem dois representantes na equipe ministerial: Amir Lando (Previdência) e Eunício de Oliveira (Comunicações).
Segundo o presidente do PMDB no Estado, Dobrandino da Silva, além do encontro de hoje, o partido ainda terá uma convenção estadual no dia 6. ''Vamos colocar em discussão três questões, se continuamos no governo federal, se saímos ou se vamos para a oposição. Eu defendo a independência do partido, a saída do governo e começarmos a trabalhar um programa para lançar candidato próprio para a presidência da República'', afirmou. ''A questão é o PMDB sair do governo federal, não ter cargos no governo. Aqui no Estado o PT tem cargos mas, por enquanto, ficamos como está. Se quiserem sair, a decisão é deles'', complementou.
A decisão do PMDB também pode provocar mudanças na disputa pelo governo do Estado em 2006. Na eleição de 2002, o PT apoiou o PMDB de Requião no segundo turno. A parceria se repetiu em diversas cidades no pleito de outubro, principalmente na capital, onde o PMDB se coligou ao PT do candidato Angelo Vanhoni.
No entanto, conforme o presidente do diretório estadual do PT, André Vargas, caso o PMDB lance candidato à presidência, o partido irá disputar o governo do Estado com candidato próprio. ''Hoje nada impede que estejamos juntos (em 2006). Tudo depende da convenção do PMDB. Aqui o governador tem pregado que o PMDB se mantenha independente. Nesta hipótese, o PT terá candidato próprio ao governo. O PMDB pode ter candidato a presidente da República e neste caso a aliança no Paraná não acontece. A prioridade é a reeleição do Lula'', advertiu.

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