Aliança PT/PL provoca desconfiança
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quinta-feira, 20 de junho de 2002
Luciana Pombo<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A decisão nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) de fazer uma aliança oficial com o Partido Liberal (PL) está gerando polêmica no Paraná. O encontro estadual do PT, ocorrido no último final de semana, deliberou pelo veto à coligação. No entanto, a verticalização e uma possível intervenção nacional nas decisões locais poderão mudar os rumos do partido no Paraná. Pelo menos, é isso o que espera o vereador de Londrina, André Vargas, presidente regional do PT. Não estou falando de uma intervenção jurídica, mas de uma decisão nacional em relação ao Paraná. Intervir para resolver o problema, destacou.
Vargas lembrou que a verticalização já mudou o cenário político em estados como Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Goiás e Rio Grande do Sul, que sonhavam com uma aliança com o PMDB. Temos que nos esforçar para seguir as determinações nacionais. Uma decisão da convenção nacional é maior do que uma decisão da convenção estadual. Se eles decidirem e indicarem isto também para os estados, teremos que nos adequar, destacou.
Hoje, Vargas pretende discutir o assunto com as lideranças petistas nacionais, que estarão em Curitiba junto com o presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva. O deputado estadual Angelo Vanhoni acredita que tem que ser criado um consenso no País. Acho que foi uma decisão acertada nacionalmente. Temos agora que superar os obstáculos e entender que o PT de Lula precisa desta aliança.
O vereador de Curitiba Tadeu Venéri lembrou que 65% do partido foi contra a aliança com o PL por razões ideológicas. Temos que saber o que queremos para o nosso País. Somos a favor da reforma agrária, da legalização do casamento civil entre homossexuais. O PL é contra, argumentou. Venéri negou que a rejeição pelo PL tenha cunho religioso, já que alguns líderes do partido são integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus. Não é isto que é importante para nós. Temos que discutir projetos, programas de desenvolvimento para o Brasil. Não tem como dizer que nossos programas e os do PL são similiares.


