Aliança PPS-PDT não deve unir Bueno e Osmar Dias
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2005
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Apesar da reunião da executiva nacional do PPS ter reiterado ontem a aliança com o PDT voltada ao lançamento de um candidato único à presidência, as duas siglas devem caminhar separadamento na disputa pelo governo em 2006. Segundo o presidente estadual do PPS, Rubens Bueno, o partido não irá abrir mão de uma candidatura própria ao governo. Como na outra trincheira o senador Osmar Dias (PDT) já é tratado abertamente como pré-candidato, está criado o impasse para a repetição da aliança nacional no Estado.
Principal nome do PPS para a disputa pelo cargo ocupado pelo governador Roberto Requião (PMDB), Bueno acredita que mesmo com o impasse as duas siglas ainda podem desenvolver um trabalho conjunto. ''A aliança do PDT com o PPS é a nível nacional, para apresentar uma alternativa a essa polarização PT-PSDB que está sendo apresentada. No Paraná, estamos marcando atividades conjuntas entre os dois partidos visando reforçar esta proposta. Não vejo impasse nenhum para que esse trabalho seja realizado mesmo que cada sigla vá ter seu candidato ao governo em 2006'', analisou.
Segundo Bueno, que também é secretário-executivo nacional do PPS, a aliança PPS-PDT está também de olho na ala do PMDB que é contra a permanência na base de apoio do governo Lula. ''Vamos conversar com os governadores que defendem a independência, como o Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE), Germano Rigotto (PMDB RS) e o próprio Requião. É cedo ainda para falar em convite para mudar de sigla, mas queremos que eles participem da construção dessa nova proposta. Não tive tempo ainda para ler o manifesto contra a política econômica atual enviado a mim pelo Requião, mas vamos procurar pontos em comum'', disse Bueno.
Para mostrar a posição de independência em relação ao governo Lula, o PPS resolveu ontem enquadrar o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes. A executiva deliberou ontem pelo desligamento de todos os filiados que não entregarem os cargos que ocupam no governo federal até o dia 31 de janeiro, caso de Ciro Gomes. Representantes do PPS irão conversar com o ministro para que ele peça licença do partido, para evitar que sofra um processo de expulsão.


