Na tentativa de repetir no Paraná a aliança nacional entre PSDB, PMDB e PFL, peemedebistas ligados ao governo federal estariam articulando, nos bastidores, a tomada do domínio do partido no Paraná. No Estado, o PMDB faz oposição ao governo, que está nas mãos do PFL. O presidente estadual do partido, senador Roberto Requião, rechaça a possibilidade de uma intervenção. Os aliados do senador alegam que a informação está sendo ''plantada'' por adversários políticos e que não existe a menor chance de uma intervenção no diretório regional.
Os boatos sobre uma possível intervenção no PMDB começaram há mais de um mês, pouco depois que a cúpula nacional do PSDB comandou a intervenção do diretório estadual tucano. O senador Alvaro Dias -hoje no PDT- era o presidente estadual da legenda. Na época, Requião negou, com veemência, a onda de boatos, classificando-os de ''sonho''.
Mas as especulações não pararam. O pedido de dissolução do diretório de Curitiba, feito pela executiva municipal, trouxe novamente o assunto à tona. A executiva quer mudanças no partido, comandado na Capital pelo irmão de Roberto Requião, Maurício Requião. O vereador Paulo Salamuni deve ser nomeado, nos próximos dias, presidente da comissão provisória.
Há uma semana, a Justiça Eleitoral dissolveu as zonais do PMDB. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) expediu resolução estabelecendo que somente no Distrito Federal poderá haver anotação de diretórios zonais.
A vitória do deputado federal Michel Temer nas eleições para a presidência nacional do PMDB, foi comemorada pelos aliados do governo federal, que vêem em Temer a garantia de que o PMDB caminhará ao lado dos tucanos na corrida eleitoral do próximo ano.
O deputado federal peemedebista Gustavo Fruet não acredita em intervenção no Paraná. ''A aliança PSDB/PMDB/PFL dificilmente se repetirá em todos os Estados'', avaliou.

mockup