Curitiba - A aliança entre PPS, PTB, PDT e PTN, formalizada ontem em Brasília deve favorecer, em tese, a candidatura do senador pedetista Alvaro Dias ao governo do Paraná. A coligação das quatro siglas para criar um ‘‘frente trabalhista’’ de apoio ao pré-candidato do PPS à Presidência da República, Ciro Gomes, pode beneficiar Alvaro, que busca apoio de outros partidos para aumentar o tempo de propaganda política na tevê. O acordo entre PPS, PTB, PDT e PTN precisa ser aprovado, no entanto, pelas convenções dos partidos.
Para o senador Alvaro Dias, a decisão torna mais viável uma aliança com o PTB. ‘‘Já vínhamos conversando sobre uma coligação faz tempo, e a criação da frente facilita o processo’’, afirmou o senador.
O fato dos petebistas fazerem parte da base de apoio ao governador Jaime Lerner (PFL) na Assembléia Legislativa não preocupa o senador. ‘‘Quando os convênios e verbas repassadas aos municípios forem suspensas, o PTB deve descolar do governo. Permanecer com o grupo que está à frente do Estado agora não é estrategicamente interessante. O candidato do governo não deve chegar ao segundo turno’’, analisou Alvaro.
O presidente nacional do PTB, o deputado federal paranaense José Carlos Martinez, também vê com bons olhos a repetição da aliança nacional no Paraná. ‘‘A recomendação é que as coligações sejam repetidas nos Estados. Não vejo empecilhos para uma aliança entre PDT e PTB no Paraná. Inclusive, tenho muito carinho pelo senador Alvaro Dias, e vamos conversar para caminharmos juntos nessa eleição’’, comentou Martinez. Os dois parlamentares jantaram juntos ontem na casa de Martinez em Brasília, com outras lideranças dos partidos da coligação.
Outro empecilho para que a frente trabalhista seja repetida no Estado é o fato de o PPS também ter nome próprio ao Executivo. O presidente estadual do PPS, Rubens Bueno, é candidato ao governo estadual e não pretende desistir da candidatura. ‘‘Recebemos a recomendação para que repetíssemos a aliança nos Estados apenas onde fosse possível’’, frisou Bueno. ‘‘Caso o PDT decida lançar candidato próprio também, a situação apenas beneficia Ciro Gomes, que poderá fazer campanha em dois palanques diferentes’’, comentou.

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