Curitiba – A aliança formada pelos partidos PDT, PTB, PPB e mais cinco agremiações menores formalizou ontem, em convenção, o senador Alvaro Dias como candidato ao governo, tendo Luiz Forte Netto como vice. A festa foi precedida por momentos de tensão na definição do nome do suplente de senador na chapa de Osmar Dias à reeleição. Oficialmente, o cargo ficou para o presidente licenciado da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), José Carlos Gomes Carvalho, que também assume a coordenação geral da campanha de Alvaro.
Para barrar a insistência do PTB em indicar Emerson Palmieri como suplente ao Senado, Osmar ameaçou abandonar a coligação e fazer a campanha sozinho. O clima pesou a foram precisos acertos até poucas horas antes do início da convenção. O mistério só se desfez quando Osmar chegou com Carvalhinho. ‘‘Agora que aceitaram o Carvalhinho como meu suplente, vou à campanha’’, disse. A Folha apurou que Palmieri passaria o fim de semana tentando incluir-se na chapa.
Osmar também foi centro de outra polêmica, esta com relação ao outro candidato ao Senado pela aliança, o deputado estadual Tony Garcia. Em comerciais políticos, o deputado havia criticado o desempenho dos senadores do Paraná, afirmando que eles faziam ‘‘gol contra o Estado’’. No início de seu discurso, Garcia afirmou que depois de conversar demoradamente com Osmar decidiu se desculpar. ‘‘Venho pedir de público que me perdoe pelas críticas que fiz’’, afirmou Tony. Com relação a Alvaro, também senador, ele afirmou que as críticas não o atingiam pois se referiam ao período antes dele entrar no Senado.
O tom dos discursos dos representantes dos partidos que apóiam o governo do Estado no Paraná, PPB e PTB, foi, em geral, ameno, com pitadas de críticas. ‘‘Com Alvaro teremos um governador que não tem medo de andar no meio do povo’’, discursou José Janene, presidente do PPB. ‘‘Teremos um governo a favor do povo’’, afirmou o presidente nacional do PTB, José Carlos Martinez.
Alvaro, apesar de apontar o crescimento do endividamento do Estado e da miséria entre a população, só fez uma referência ao atual governo. ‘‘Vamos investigar os contratos e propor alterações que venham em benefício da população’’, disse referindo-se ao pedágio. Mas em seguida afirmou que fará isso ‘‘sem revanchismo, sem vingança’’.

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