Aliança curitibana corre risco
Aliança curitibana corre risco
O caso Belinati, de Londrina, influi nas composições estaduais. A aliança do PPB com o PFL de Curitiba, por exemplo, só será mantida para a campanha de reeleição do prefeito Cassio Taniguchi se os progressistas puderem indicar o candidato a vice-prefeito. A decisão foi oficializada ontem depois de uma reunião das executivas municipal, estadual e nacional do PPB, em Curitiba. O PPB integra a base de sustentação do governo Taniguchi desde 1996. Mas a vaga de vice-prefeito desse mandato ficou com o PTB. Só sentaremos para discutir a manutenção da coligação com o PFL este ano se o prefeito garantir que a indicação de vice será do nosso partido, afirmou o presidente regional do PPB, José Janene.
Se o PFL não aceitar a imposição, o PPB lança candidato próprio em Curitiba. Com a possibilidade do senador Requião não ser candidato, o quadro fica aberto e favorável para outras candidaturas. Nesse caso, o candidato a prefeito pelo PPB seria o deputado estadual Toni Garcia. Ele foi o pepebista mais votado em Curitiba nas eleições de 1998. Fui pego de surpresa pela indicação, mas se houver chances reais não me furtarei ao chamado do partido, sentenciou.
Caso o PFL aceite a exigência dos pepebistas, Tony Garcia não aceitará ser candidato a vice. Nunca serei vice de ninguém. Em caso de coligação, a principal alternativa seria o secretário de Estado do Esporte e Recreação, Ney Leprevost. Ontem, o secretário não confirmou se está disposto a se candidatar como vice de Taniguchi. Ainda é muito cedo para falar nisso, temos que esperar o posicionamento do PFL, por enquanto estou em dúvida se continuo secretário de Estado ou me candidato a vereador de Curitiba, disse.
Outra alternativa como possível vice de Taniguchi no segundo mandato é o atual Secretário Municipal de Urbanismo, Carlos de Carvalho. Ele está filiado ao PPB. (E.C.)





