Aliança com tucanos cada vez mais longe
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2002
Agência Estado 
Brasília - Apesar de, até a eleição, haver tempo suficiente para que a situação política mude a ponto de reaproximar o PSDB e o PFL, a semana que está acabando deixa os dois partidos um pouco mais distantes. Dirigentes e líderes das duas legendas radicalizaram o discurso em defesa de suas candidaturas, dando sinais de que no momento não estão dispostos a abrir mão da cabeça de chapa para compor com o aliado, indicando o vice.
Um tucano de expressão nacional disse que até o mais ilustre filiado do PSDB admite hoje a hipótese de o senador José Serra (PSDB-SP) e a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, se enfrentarem no primeiro turno da eleição.
Mal o PSDB comemorou o acerto interno, em que Serra finalmente conversou com o governador do Ceará, Tasso Jereissati (PSDB), e este declarou-se integrado à campanha tucana e disposto a seguir com seu partido até o fim, a cúpula pefelista deu o troco. Depois de reunir a executiva nacional na quinta-feira, o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), fez sua primeira manifestação pública contra a candidatura do PSDB e entrou em licença do Senado para dedicar-se em tempo integral à campanha de Roseana.


