Patrícia Zanin
O secretário-geral do PT do Paraná, André Vargas (de Londrina), lamentou ontem a saída de Cheida do PT. Vargas disse que não esperava o pedido de desligamento. ‘‘Você sempre ouve o passarinho cantar, mas não sabe onde foi’’, disse o dirigente. Ele informou que as ameaças de Cheida deixar o partido sempre eram feitas quando ele ‘‘era contrariado’’.
Neste caso, Vargas alegou a tentativa do ex-prefeito de iniciar a formação de uma frente de centro-esquerda para as eleições do ano que vem, incluindo PSDB. ‘‘A idéia não passa. Somos abertos a aliança, mas com o PMDB e o PDT. Com o PSDB, de jeito nenhum’’.
O petista argumentou que o PSDB é o partido do presidente Fernando Henrique Cardoso e o PT está sempre mobilizado contra o governo federal e à política neoliberal. ‘‘Não é porque temos disputa paroquial que vamos nos descaracterizar. Fazemos oposição à política neoliberal de FHC e Lerner, e no plano local, oposição ao estilo populista de Belinati, de obras com visibilidade maior que o efeito social’’.
Vargas lembrou a proximidade de Cheida com o PSDB, desde a candidatura de Alvaro Dias ao governo do Estado, em 92 e ao apoio à candidatura de Luiz Carlos Hauly à prefeitura de Londrina, em 96. ‘‘Agora o Cheida se sentiu isolado porque a política de aproximação com PSDB que implantou no passado foi refutada pelo PT’’, afirmou. O secretário-geral do PT disse que o partido terá candidato próprio à Prefeitura de Londrina no ano que vem: o ex-deputado federal Nedson Micheleti.

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