Aliados vão pedir votos para tucano no horário eleitoral
São Paulo - Na campanha eletrônica do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), a ordem é mostrar candidatos do PSDB e do PFL bem postados nas disputas eleitorais de vários Estados pedindo votos para o tucano, informou o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), coordenador da campanha. Além do governador Aécio Neves (PSDB), que já gravou, estão programados o ex-governador Jarbas Vasconcelos (PMDB), candidato a senador em Pernambuco, o senador Paulo Souto (PFL), candidato ao governo da Bahia e, por fim, José Serra (PSDB).
Alckmin vai concentrar forças no Sudeste, onde perdeu espaço, segundo a última pesquisa Ibope. Na quarta-feira, lançará a versão de seu programa de governo no Rio; em seguida, terá eventos em Minas, com Aécio a tiracolo e, por fim, fechará a campanha com evento em São Paulo. Na ocasião, os tucanos sonham reunir suas quatro grandes lideranças - Alckmin, Aécio, Serra e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Na TV, a campanha continuará recorrendo à estratégia de ''colocar o candidato próximo do fato'', como diz Guerra. Estrategistas da campanha disseram que o eleitor aprovou o programa com essa característica. Num deles, o tucano foi à BR-316, mostrada antes pelo ''Jornal Nacional'', para chamar atenção sobre a situação das rodovias; noutro, foi à fronteira do Paraguai para falar de contrabando e entrada de drogas.
A expectativa tucana é de que uma série de movimentos estreitem a diferença entre Lula e Alckmin. O mais forte deles deve ser a abstenção e o erro de voto no dia das eleições, estimado em 20% nacionalmente, mas capaz de chegar a 25% no Nordeste nas projeções tucanas. Esses obstáculos atingem mais a Lula, por serem mais comuns justamente nos segmentos de baixa renda e baixa escolaridade. Nas contas do PSDB, Lula deve perder em torno de 6 a 7 pontos percentuais por isso.
Essas projeções apontam para um primeiro turno em que Lula terá cerca de 45% dos votos e Alckmin, com seu gradual crescimento das últimas semanas, chegará a porcentual de 33% ou 34%. Heloísa Helena (PSOL) ficará com cerca de 10% e Cristovam Buarque (PDT), entre 3% e 4%.
A estratégia de Alckmin não vai focar nos eleitores de baixa renda, mas vai centrar fogo na classe média, setor em que o candidato tem apelos capazes de roubar votos de Lula. (C.M. e J.D./AE)





