Aliados travam nova batalha com ACM
Das Agências
De Brasília
Os parlamentares aliados ao governo travarão, a partir de hoje, uma nova batalha com o presidente do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), em torno do salário mínimo. O objetivo será convencer o presidente a aceitar que a votação da medida provisória que fixou o mínimo em R$ 151,00 fique para depois do feriado da Semana Santa. Magalhães tem declarado que incluirá a matéria na pauta de terça-feira do Congresso, dando ao mínimo total prioridade em relação à votação do Orçamento Geral da União (OGU).
No entanto, ACM confirmou ontem que pretende vincular a votação do Orçamento da União deste ano à da medida provisória do salário mínimo. Os dois projetos têm de ser votados em sessão conjunta do Congresso.
Precisamos fazer um acordo imediatamente entre os líderes para votar essas duas matérias, se possível, nesta semana, afirmou. ACM disse que, a partir de hoje vai ouvir os líderes partidários e acertar a votação do Orçamento e do mínimo.
Todos os partidos serão ouvidos. Os assuntos interessam principalmente ao governo, mas também à oposição, disse. O Orçamento da União foi aprovado pela comissão mista e está pronto para ser votado no plenário do Congresso. O projeto não foi votado na semana passada porque houve erro na impressão do Orçamento. A pedido da oposição, ACM adiou a votação.
O líder do PSDB no Senado, Sérgio Machado (CE), é cauteloso em sua avaliação do momento político e procura transmitir a idéia de que o senador Antônio Carlos atenderá ao apelo da comissão mista que estuda a matéria e aguardar que sejam concluídos os debates sobre o mínimo. A Comissão tem um calendário e precisamos esgotar a discussão antes de votarmos. Amanhã de manhã os parlamentares ouvirão o ministro do Planejamento Orçamento e Gestão, Martus Tavares, e à tarde discutirão o parecer do relator da matéria, deputado Armando Monteiro (PMDB-PE).
O líder do governo no Congresso, deputado Arthur
Virgílio (AM), garante que a prioridade será a votação do orçamento. É fundamental aprovarmos o orçamento, e esta matéria é tão importante que no dia de sua votação não pode haver mais nada na pauta do Congresso, afirmou. Em virtude desta prioridade, que em sua opinião mobilizará toda a bancada governista na quarta-feira, a votação do salário mínimo ficaria para outra semana.
A oposição, no entanto, tem encarado este movimento como uma manobra para protelar a votação do mínimo, de modo a permitir sua reedição contínua. O deputado Paulo Paim (PT-RS) criticou duramente o presidente da comissão, senador Íris Rezende (PMDB-GO) por manter as audiências, já que o prazo para que a comissão votasse o parecer se esgotou na última sexta-feira. Esses depoimentos não vão acrescentar nada, criticou o deputado, acusando Rezende de estar rasgando o regimento ao protelar a votação.Governistas tentam convencer presidente do Congresso a acatar valor de R$ 151,00. ACM vai vincular mínimo com o orçamento
Arquivo FolhaPLURALIDADEACM: Todos os partidos serão ouvidos. O assunto interessa principalmente ao governo, mas também à oposição





