Os aliados do governo farão um esforço de mobilização esta semana para liquidar partes polêmicas da reforma administrativa como a quebra da estabilidade do servidor e a possibilidade de demitir funcionários públicos por insuficiência de desempenho. A articulação da base governista é fundamental para o Palácio do Planalto, que quer convocar extraordinariamente o Congresso durante o recesso parlamentar de julho, para se livrar das reformas constitucionais e dar início à nova fase ‘‘realizadora’’ do governo, de olho nas eleições de 98.
‘‘A convocação depende do sucesso das votações de terça e quarta-feira’’, previu o líder do governo no Congresso, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Será preciso colher dessas votações uma demonstração de que a base está se reestruturando e que uma convocação não servirá apenas para impôr derrotas aos governistas e um desgaste geral perante a opinião pública. Empenhado na mobilização, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), enviou telegramas a todos os deputados no fim de semana, convocando-os à sessão de terça-feira à tarde. O líder do governo, Luís Eduardo Magalhães (PFL-BA), anunciou na sexta-feira que o projeto de regulamentação da abertura das telecomunicações será apreciado pelo plenário na quarta-feira.

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