Aliados tentam votar orçamento
Agência Estado
De Manaus
O líder do governo na Câmara, deputado Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), disse ontem em Manaus que o governo vai tentar evitar que a bancada de oposição obstrua a votação da Lei Orçamentária no Congresso, na próxima quarta-feira. A mobilização, para formar quórum, inclui a convocação de todos os deputados, até mesmo os que estejam em licença médica ou em viagem ao exterior.
Se a Lei Orçamentária não for votada esta semana, poderá ser prejudicada por falta de quórum numa convocação durante o feriado da Semana Santa. Para o deputado, se a votação da Lei Orçamentária for adiada haverá um efeito desastroso na economia. Caso aconteça a obstrução da votação, o governo pretende desqualificar a atitude da oposição perante a opinião pública. Não estamos tratando de leis corriqueiras, é a sobrevivência da administração pública que ficará comprometida, afirmou o deputado.
Segundo o líder, os ministérios já estão sem recursos até para cobrir despesas de sua própria manutenção. Se não aprovar o Orçamento, vai haver a paralisação da máquina, disse. Que não saia impune o grupo que fizer isso, reforçou.
Virgílio afirmou que o impasse no valor do salário mínimo não pode adiar a votação do Orçamento porque o que está em questão são R$ 5 bilhões em emendas de parlamentares dos quais, R$ 430 milhões são destinados à saúde e outros setores essenciais, como educação, segurança e criação de empregos.
O aumento do salário mínimo para R$ 151, como propõe o governo, teria um impacto de R$ 1,4 bilhão nas contas públicas, enquanto o valor de R$ 180 elevaria esse impacto para R$ 8,2 bilhões, enfatizou o líder.





