Leandro Donatti
De Curitiba
Os deputados que dão sustentação política ao governador Jaime Lerner (PFL) decidiram ontem suspender as sessões por conta da repercussão gerada com o reajuste das tarifas do pedágio e se deslocar para as bases na tentativa de reverter focos de desgaste. Por conta disso, as sessões plenárias da Assembléia Legislativa só serão retomadas na próxima segunda-feira.
Por ordem do líder do governo na Casa, deputado Valdir Rossoni (PTB), os aliados viajaram ainda ontem para suas bases eleitorais defendendo o reajuste das tarifas do pedágio, em vigor desde a última segunda-feira.
Os aliados de Lerner são maioria na Assembléia. Sem eles, não há como alcançar quórum mínimo para as sessões. Ontem foi o segundo dia consecutivo que Rossoni conseguiu derrubar os trabalhos.
A articulação tem por objetivo não apenas apagar os ‘‘focos de incêndio’’ no interior do Estado, mas esvaziar até a semana que vem o discurso da oposição, que vem fazendo críticas diárias ao governo do Estado.
‘‘Recebemos a missão de voltarmos às bases o mais rápido possível’’, disse o líder do governo. Segundo ele, o pacto com o Palácio Iguaçu foi firmado anteontem, durante reunião da base aliada no ‘‘Chapéu Pensador’’, o gabinete ecológico do governo na subestação da Copel, em Curitiba.
Na reunião, o secretário dos Transportes, Heinz Herwig, repassou o discurso oficial com as razões que levaram o governo do Paraná a fechar um acordo com as concessionárias. ‘‘O pedágio cobrado aqui é o mais barato do País’’, frisava ontem Valdir Rossoni.

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