Brasília - Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já imagina colher os frutos políticos da coalizão política, poderá ter que enfrentar antes os problemas de se aliar com partidos nem sempre estáveis no seu comportamento. Integrantes da base de apoio do governo no Congresso já começaram a prevenir o presidente que se o PMDB não se comportar como parceiro em tempo integral, a base poderá sair de controle nas votações de interesse do presidente Lula na Câmara e no Senado.
''Se o PMDB votar contra algum projeto do governo depois de ganhar cinco ministérios, todos os partidos com menor espaço vão se sentir liberados para também não votar com o governo'', previne o deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), integrante da base e que chegou a ser cogitado para ocupar o Ministério da Agricultura.
A maior queixa dos aliados é com o amplo espaço destinado pelo governo ao PMDB no processo da coalizão. O partido ganhou cinco ministérios.
Sem tanto espaço, partidos aliados como PSB, PR, PC do B, por exemplo, torcem o nariz para a ampliação conquistada pelos pemedebistas.

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