Aliados querem mudanças na linha política do governo
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sexta-feira, 26 de outubro de 2001
Maria Duarte<br> De Curitiba 
O líder do governo na Assembléia Legislativa do Paraná, deputado Durval Amaral (PFL), pediu ontem ao secretário-chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, mudanças na linha de ação política do governo do Estado, com o objetivo de fortalecer a base de sustentação ao governo e facilitar a reeleição dos deputados no ano que vem. A meta é reverter o jogo e transformar em votos o desgaste sofrido com a derrubada do projeto popular que impedia a venda da Companhia Paranaense de Energia (Copel).
A Casa Civil e a liderança do governo pretendem concluir, até o final da próxima semana, um mapeamento da situação política nos 399 municípios. A intenção é classificar os vínculos de cada um com o Palácio Iguaçu: quem são os aliados mais fortes, os que têm ligações mais tênues com o governo e quem está na oposição. O levantamento será entregue ao governador Jaime Lerner (PFL) e servirá de subsídio para uma estratégia de fortalecimento da base governista, a partir do leilão de venda da Copel.
Os aliados querem que os municípios da situação sejam beneficiados no repasse de recursos. A injeção maior de dinheiro possibilitará mais obras e melhorias nessas cidades. A oposição protesta, alegando que é contra a lei ser deixada de lado.
O líder do governo aponta que, a partir da venda, o governo do Estado terá 120 dias para recuperar a popularidade e emplacar um nome com condições de vencer as eleições, garantindo a continuidade do grupo lernerista no poder. Segundo ele, a estratégia da base concilia o fortalecimento do governador. ''Precisamos de arranque para fazer o sucessor. O candidato sairá da aliança, e por enquanto não falamos em nomes'', declarou. ''Temos que identificar as votações importantes que temos pela frente'', completou Guerra.
O secretário disse que os novos critérios para investimentos nos municípios, que a base está estudando, serão submetidos à avaliação do governador.


