Agência Folha
De Brasília
Líderes governistas na Câmara romperam o acordo feito com a oposição na semana passada, que permitiu a aprovação do Orçamento da União de 2000, e não querem votar a medida provisória do salário mínimo na próxima quarta-feira.
‘‘Eu só voto a MP quando for conveniente ao meu País e ao meu partido. A bancada do PMDB não está preparada para votar a MP no dia 26’’, afirmou o líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA).
Sem votos suficientes para aprovar o mínimo de R$ 151 proposto pelo Palácio do Planalto, os governistas adotaram manobras regimentais e políticas para evitar a votação da MP na semana que vem.
Eles temem a aprovação de um valor superior, o que vai obrigar o presidente Fernando Henrique Cardoso a se submeter ao desgaste político do veto.
A MP do mínimo deverá ser reeditada neste sábado, em edição extra do ‘‘Diário Oficial’’ da União. Pelo regimento do Congresso, depois da publicação da medida provisória há um prazo de cinco dias para a apresentação de emendas, o que impediria a votação em plenário na próxima quarta-feira.
Ontem os líderes governistas (PFL, PMDB, PSDB, PTB e PPB) se reuniram com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), e decidiram só votar a MP do mínimo depois que for votado o projeto que autoriza os Estados e o Distrito Federal a fixarem pisos salariais superiores ao mínimo de R$ 151.

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