BRASíLIA - O impasse em torno da quebra da estabilidade, a falta de articulação do governo, a nova crise na base aliada - envolvendo desta vez o PMDB - e o feriado de 1º de maio deixaram mais indefinido o destino da reforma administrativa. Depois de uma sessão pela manhã, que reuniu 310 deputados, o Congresso ficou vazio ontem à tarde, os líderes políticos viajaram e adiaram para a próxima semana as negociações da reforma, pessimistas quanto ao calendário previsto pelo governo.
A intenção do presidente Fernando Henrique Cardoso é encerrar a votação dos destaques e emendas ao relatório do deputado Moreira Franco (PMDB-RJ) nos dias 6 e 7, para então votar o segundo turno da reforma na semana seguinte, nos dias 13 e 14 de maio. ‘‘Com todos esses problemas, vamos gastar duas semanas para encerrar o primeiro turno’’, previu o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

mockup