Aliados montam estratégia para aprovar fator
Agência Estado
De Brasília
Os aliados do presidente FHC montaram a estratégia para conseguir a aprovação do projeto de lei que cria o fator previdenciário no Senado em novembro. Embora o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), tenha admitido modificar o projeto, dependendo do resultado das negociações de FHC com os governadores, o líder do governo na Casa, José Roberto Arruda (PSDB-DF), disse ontem que as questões não se misturam.
Arruda lembrou que ACM enviou a matéria para análise de apenas uma única comissão, a de Assuntos Sociais. Na Câmara, o projeto que incentiva a aposentadoria dos trabalhadores depois de cumprido o período de 35 anos de contribuição e diminui o benefício para quem prefira se aposentar mais cedo teve de passar pelas Comissões de Finanças e Tributação, Seguridade Social, Constituição e Justiça (CCJ) e Trabalho. Ficou acertado que não será aceito qualquer requerimento da oposição para que outra comissão examine a proposta. O relator designado para o projeto é o pefelista Geraldo Althoff (SC).
Em princípio, o relatório deverá ser apresentado na CAS na próxima semana e votado na Comissão até o final de outubro, disse Arruda. Com isso, a proposta poderia passar pelo plenário e ser aprovada na primeira quinzena de novembro. Por ser projeto de lei, a proposta precisa apenas de maioria simples e a base governista no Senado permite se trabalhar com folga: 64 dos 81 senadores são da base.





