O resultado das eleições municipais confirmou a hegemonia eleitoral da aliança de sustentação do governo Fernando Henrique Cardoso e manteve a correlação de forças entre PSDB, PMDB e PFL, partidos que a integram. Nas 15 capitais que elegeram os seus prefeitos no primeiro turno, o PSDB conquistou quatro prefeituras, o PMDB venceu em três capitais e o PFL saiu vitorioso em duas capitais – Palmas e Salvador. De acordo com levantamento parcial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 97,5% das urnas apuradas, os governistas PSDB, PMDB, PFL e PPB já haviam conquistado 4.182 das 5559 prefeituras brasileiras enquanto os partidos de oposição (PT, PDT, PSB e PPS) tinham conquistado o poder em 742 municípios.
O PT elegeu no primeiro turno apenas o prefeito de Aracaju e para se consolidar como o maior partido de oposição, terá de enfrentar o desafio do segundo turno em seis das 11 capitais que terão eleições em 29 de outubro. A oposição somada, no entanto, disputará o segundo turno em 10 capitais, algumas delas estratégicas, como Fortaleza, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Esse avanço, reconhecido pelo governo, é recebido como um alerta. Esse fator indica a necessidade da base de sustentação atual do governo trabalhar pela preservação da unidade com vistas a 2002. ‘‘O desempenho do PT ajudará no fortalecimento da aliança entre PMDB, PFL e PSDB’’, confirma o secretário-executivo do PFL, Saulo Queiroz.
De acordo com levantamento parcial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 97,5% das urnas apuradas, os governistas PSDB, PMDB, PFL e PPB já haviam conquistado 4.182 das 5559 prefeituras brasileiras enquanto os partidos de oposição (PT, PDT, PSB e PPS) tinham conquistado o poder em 742 municípios. Nesse campo, o PFL e o PSDB cresceram de forma avassaladora. Os liberais aumentaram o número de cidades que controlam de 962 para 1.007 e os tucanos de 926 para 964.
O resultado desmente a tese da federalização das eleições municipais. A maioria dos vitoriosos não utilizou o discurso anti-governista, predominando claramente as questões locais nos debates. Além disso, o resultado amplamente favorável aos partidos da aliança de sustentação do governo confirma a análise do presidente Fernando Henrique Cardoso, segundo a qual as eleições não representariam um plebiscito contra ou a favor de seu governo.
‘‘Houve uma distribuição de votos muito grande entre os diversos partidos’’, afirmou o presidente.’’ Não houve o plebiscito que a oposição queria contra o governo federal, pois predominaram na análise do eleitor na hora de votar as questões de natureza local’’, concordou o ministro Aloysio Nunes. O ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, que participou intensamente da campanha de Geraldo Alckmin, em São Paulo, avalia que as eleições mostraram ‘‘um quadro consolidado’’.
O secretário-geral da Presidência da República, ministro Aloysio Nunes Ferreira, comemorou o resultado. Ele considera que os partidos situacionistas tiveram ‘‘um bom desempenho’’, mas admitiu que a oposição sairá revigorada. A principal característica das eleições de domingo, segundo ele, foi ‘‘a consolidação do pluralismo da democracia brasileira’’. Nesse quadro, em que todos os partidos relevantes do País obtiveram vitórias, ‘‘todos podem dizer, e não estarão mentindo, que ganharam as eleições’’, observou o ministro.
No entanto o PT sofre com as regras do sistema eleitoral na medida em que o número de cargos executivos e mandatos parlamentares obtidos pelo partido não correspondem à realidade eleitoral. O PT hoje dirige 114 prefeituras, menos de 2% cento dos municípios.

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