Aliados mantém prefeitos em 9 capitais
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segunda-feira, 02 de outubro de 2000
Agência Estado De Brasília 
O resultado das eleições municipais confirmou a hegemonia eleitoral da aliança de sustentação do governo Fernando Henrique Cardoso e manteve a correlação de forças entre PSDB, PMDB e PFL, partidos que a integram. Nas 15 capitais que elegeram os seus prefeitos no primeiro turno, o PSDB conquistou quatro prefeituras, o PMDB venceu em três capitais e o PFL saiu vitorioso em duas capitais Palmas e Salvador. De acordo com levantamento parcial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 97,5% das urnas apuradas, os governistas PSDB, PMDB, PFL e PPB já haviam conquistado 4.182 das 5559 prefeituras brasileiras enquanto os partidos de oposição (PT, PDT, PSB e PPS) tinham conquistado o poder em 742 municípios.
O PT elegeu no primeiro turno apenas o prefeito de Aracaju e para se consolidar como o maior partido de oposição, terá de enfrentar o desafio do segundo turno em seis das 11 capitais que terão eleições em 29 de outubro. A oposição somada, no entanto, disputará o segundo turno em 10 capitais, algumas delas estratégicas, como Fortaleza, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Esse avanço, reconhecido pelo governo, é recebido como um alerta. Esse fator indica a necessidade da base de sustentação atual do governo trabalhar pela preservação da unidade com vistas a 2002. O desempenho do PT ajudará no fortalecimento da aliança entre PMDB, PFL e PSDB, confirma o secretário-executivo do PFL, Saulo Queiroz.
De acordo com levantamento parcial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 97,5% das urnas apuradas, os governistas PSDB, PMDB, PFL e PPB já haviam conquistado 4.182 das 5559 prefeituras brasileiras enquanto os partidos de oposição (PT, PDT, PSB e PPS) tinham conquistado o poder em 742 municípios. Nesse campo, o PFL e o PSDB cresceram de forma avassaladora. Os liberais aumentaram o número de cidades que controlam de 962 para 1.007 e os tucanos de 926 para 964.
O resultado desmente a tese da federalização das eleições municipais. A maioria dos vitoriosos não utilizou o discurso anti-governista, predominando claramente as questões locais nos debates. Além disso, o resultado amplamente favorável aos partidos da aliança de sustentação do governo confirma a análise do presidente Fernando Henrique Cardoso, segundo a qual as eleições não representariam um plebiscito contra ou a favor de seu governo.
Houve uma distribuição de votos muito grande entre os diversos partidos, afirmou o presidente. Não houve o plebiscito que a oposição queria contra o governo federal, pois predominaram na análise do eleitor na hora de votar as questões de natureza local, concordou o ministro Aloysio Nunes. O ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, que participou intensamente da campanha de Geraldo Alckmin, em São Paulo, avalia que as eleições mostraram um quadro consolidado.
O secretário-geral da Presidência da República, ministro Aloysio Nunes Ferreira, comemorou o resultado. Ele considera que os partidos situacionistas tiveram um bom desempenho, mas admitiu que a oposição sairá revigorada. A principal característica das eleições de domingo, segundo ele, foi a consolidação do pluralismo da democracia brasileira. Nesse quadro, em que todos os partidos relevantes do País obtiveram vitórias, todos podem dizer, e não estarão mentindo, que ganharam as eleições, observou o ministro.
No entanto o PT sofre com as regras do sistema eleitoral na medida em que o número de cargos executivos e mandatos parlamentares obtidos pelo partido não correspondem à realidade eleitoral. O PT hoje dirige 114 prefeituras, menos de 2% cento dos municípios.


