Brasília - Parte dos parlamentares aliados ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva e da oposição sinalizam que poderão apoiar uma proposta alternativa, aumentando o subteto estadual da magistratura, de 75% para 80% ou 85% da remuneração de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Os líderes governistas não vão tomar a iniciativa de abrir uma nova frente de negociação com os magistrados na reforma da Previdência, para adotar um subteto salarial intermediário para os juízes nos Estados, mas não impedirão que integrantes da base aliada apresente emenda durante a discussão da reforma no plenário nesse sentido.
Em Palmas (TO), ontem, o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, disse que o governo vai trabalhar para que a reforma da Previdência seja aprovada em primeiro turno, no plenário da Câmara, da forma como saiu da comissão especial. Indagado se os partidos aliados estarão liberados para apresentar destaques propondo algum tipo de mudança, Dirceu disse que isso será ainda examinado. ''Por enquanto o governo vai defender o projeto que saiu da comissão especial. É natural que os líderes estejam discutindo com os servidores''.
O vice-líder do governo, deputado Professor Luizinho (PT-SP), considera positiva a possibilidade de os magistrados saírem da posição radical de greve para admitir uma negociação fora do subteto de 90,25% que vinham exigindo até agora. ''Aqui sempre vamos afirmar que estamos abertos e queremos dialogar, mas todos os setores envolvidos têm que participar da negociação.''

mockup