As tão disputadas subcomissões de assessoramento técnico da equipe de transição do futuro governo do Estado, caíram por terra, antes mesmo de serem constituídas oficialmente. Fato que causou estranheza entre a base aliada do governador eleito Roberto Requião (PMDB), principalmente no PT. Os petistas haviam indicado 14 nomes do partido, sendo quatro de Londrina e, inclusive, chegaram a realizar uma reunião em Curitiba. Com o retorno de Requião de um breve descanso no início dessa semana optou-se por não se constituir as subcomissões.
O coordenador da equipe de transição, vice-governador eleito Orlando Pessuti (PMDB), argumenta que a criação dos grupos temáticos iria buracratizar demais os trabalhos, embora reconheça que houve um certo desconforto na base principalmente entre os nomes já indicados. Em Londrina, por exemplo, a situação gerou atritos entre o PT e o PMDB. O PT havia anunciado quatro nomes, entre eles os da vereadora Márcia Lopes e da reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Lygia Pupatto. ''O governador Requião desautorizou qualquer indicação. O que existe é uma tentativa de desperada de alguns em aparecer nos jornais'', disparou o presidente do PMDB de Londrina, Luiz Eduardo Cheida.
Cheida negou que o partido na cidade tivesse indicado os nomes do ex-coordenador da campanha de Requião em Londrina, Oscar Bordin; Nelson Navas - assessor da deputada estadual eleita, Elza Correia (PMDB) -, e Adária Batini. ''Quase 100 nomes foram indicados em todo o Estado para as subcomissões, mas que poderão ser consultados pela equipe caso seja necessário'', disse Pessuti.
O presidente estadual do PT, André Vargas, disse estranhar a suspensão das subcomissões.''Achávamos que o governador tivesse ciência sobre as subcomissões'', disse Vargas. ''Se o governador acha que não precisa (das subcomissões), tudo bem'', pondera o petista. Até segunda ordem os trabalhos de transição se concentram apenas na atual equipe formadada por quatro membros do PMDB (Orlando Pessuti, Maurício Requião, Renato Adur e Heron Arzua), um do PT (Angelo Vanhoni), um do PL (Pastor Edson Praczyk) e um do PPS (Rubico Camargo).

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