Brasília - A promessa de começar a liberar esta semana R$ 300 milhões para as emendas individuais dos parlamentares ao Orçamento deste ano e o compromisso de preencher cargos em estatais com apadrinhados políticos do PMDB, do PTB e do PP deverão facilitar a vida do governo no Congresso que, nos últimos 13 dias, não votou praticamente nada. Segundo interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os cargos prometidos aos aliados vão sair esta semana.
Mas até o início da noite de ontem integrantes do PMDB afirmavam que o governo ainda não tinha cumprido sua promessa. Nem mesmo a demissão do presidente da Eletrobras, Luiz Pinguelli Rosa, para dar vaga ao PMDB tinha sido formalizada. A saída Pinguelli, que será substituído por Silas Rondeau, hoje presidente da Eletronorte, é o sinal que está sendo aguardado pelos peemedebistas de que os outros cargos reivindicados - diretorias na Caixa e no Banco do Brasil - serão preenchidos por indicados do partido.
O PMDB também decidiu bancar a nomeação do ex-senador Carlos Bezerra (PMDB-MT) para a presidência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), apesar das denúncias contra o ex-parlamentar, entre elas, o desvio de verbas da Sudam. Os peemedebistas garantiram ao presidente Lula que as acusação contra Bezerra são ''infundadas''.
Irritados com a demora do governo em liberar as emendas dos parlamentares e em atender a demanda dos aliados por cargos, o PTB, o PP e o PL se uniram e impediram, nas últimas duas semanas, a votação de oito medidas provisórias que estão trancando a pauta da Câmara. O PP, que se rebelou e se uniu à oposição para impedir votações na Câmara, deverá ser contemplado com a diretoria de abastecimento da Petrobrás.

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