Partidários da candidatura do governador Tasso Jereissati à Presidência da República recusam-se a aderir à campanha do ministro da Saúde, José Serra. Em reuniões informais realizadas na noite de anteontem e durante todo o dia de ontem, eles decidiram deixar para o presidente Fernando Henrique Cardoso a tarefa de unir o partido.

Na avaliação dos políticos ligados a Tasso, o presidente fez de tudo para ajudar Serra e afastar o governador da disputa. Caberia a ele, portanto, cuidar agora para evitar que o partido continue rachado ou até que abra algumas dissidências pró-Roseana Sarney, a candidata do PFL que vem crescendo nas pesquisas.

Do lado de Serra, as reações à atitude de Tasso, de abandonar a campanha, não eram animadoras. O senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) afirmou que Tasso fez exigências descabidas ao anunciar que sairia da disputa. ''O governador exigiu que o candidato Serra se viabilize até fevereiro'', reclamou. ''Só se ele fosse o Papai Noel ou o Rei Momo, pois isso é impossível'', criticou Barros.

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