Aliados de Perillo, em GO, já cobram cargos de FHC
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domingo, 25 de outubro de 1998
Luiza Damé Agência Folha 
Antes mesmo de anunciado o resultado final das eleições, aliados do deputado Marconi Perillo (PSDB), 35, que disputou o governo de Goiás com o senador Iris Rezende (PMDB), 64, cobraram maior participação no governo Fernando Henrique Cardoso. Queremos ser ouvidos na composição do governo Fernando Henrique,
afirmou o deputado federal eleito Ronaldo Caiado (PFL).
Nós fomos discriminados, mas agora queremos ser tratados como vencedores. O presidente é um democrata. Ele vai ouvir todo mundo, assim como deve estar ouvindo as críticas do PMDB, disse Perillo. O PMDB de Goiás ameaçou se afastar do governo FHC por causa da presença dos ministros José Serra (Saúde) e Paulo Renato Souza (Educação) na campanha do tucano no Estado.
Caiado defendeu a redução da participação do PMDB no ministério de FHC e citou o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), ao cobrar cargos para a coligação de Perillo (PSDB, PFL, PTB, PPB e PSDC). O ACM tem um mandamento: manda quem tem voto. O Padilha vai representar o PMDB. E só, afirmou, referindo-se ao ministro dos Transportes, Eliseu Padilha.
Ronaldo Caiado, líder da bancada ruralista na Constituinte (1987-88), acompanhou Perillo em Palmeiras, a 90 quilômetros de Goiânia, onde tucano votou. Antes de chegar ao local de votação, o candidato teve de fazer uma parada estratégica na casa de seu primo Ernani Lopes, vice-prefeito de Palmeiras, para evitar que se formasse uma carreata e a Lei Eleitoral fosse desrespeitada.
Iris Rezende estava abatido ontem, mas disse acreditar na virada. No primeiro turno, Perillo teve 48,59% dos votos válidos, e Iris, 46,91%.


