Brasília Mais da metade das 919 emendas apresentadas às reformas da Previdência e tributária é de partidos aliados ao Palácio do Planalto e mexe profundamente com os textos originais. Das 466 emendas à reforma tributária, 290 são de partidos da base governista. A maioria das mudanças propostas permite a continuidade da guerra fiscal entre os Estados. Na Previdência, do total de 453 emendas, 266 foram apresentadas pelos partidos aliados. E quase um terço das mudanças prevê a manutenção de aposentadorias e pensões com valor igual ao recebido pelos servidores públicos na ativa.
''É impossível imaginar que, diante de tantas emendas, não vá haver mudanças nas reformas. O governo nunca desejou impor um pacote. O governo está aberto a negociar, mas desde que seja preservado o espírito e a essência da proposta original'', alertou ontem o líder do governo na Câmara, deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP). Apesar da grande quantidade de emendas, ele descartou qualquer possibilidade das reformas não serem votadas até o fim deste mês nas comissões especiais. ''O governo trabalha com a necessidade da votação das duas reformas ocorrer no mês de julho'', disse.
Na avaliação de Rebelo, a grande quantidade de emendas propostas pelos partidos aliados acabarão protegendo a proposta original do Palácio do Planalto. ''As emendas da base aliada propõem alteração na proposta original do governo, mas preservam a espinha dorsal das reformas'', argumentou o líder.
As alterações que tiverem sinal verde do Palácio do Planalto serão incorporadas ao parecer do relator da reforma, deputado José Pimentel (PT-CE).

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