Agência Estado
Os deputados aliados ao governo Firmo de Castro (PSDB-CE) e Paulo Lustosa (PMDB-CE) lideram um grupo de parlamentares que ameaça rejeitar a emenda da Previdência caso até o dia 10 os ministros da Previdência e da área econômica não mudem o funcionamento do fundo de pensão do Banco do Nordeste (BNB) ou demitam seu presidente, Byron Queiroz. ‘‘Se o governo é incompetente para dar uma solução a um assunto cricri como o do fundo de pensão do Banco do Nordeste, não podemos dar a ele uma carta de crédito para mudar todo o sistema de Previdência do País’’, disse Paulo Lustosa, vice-líder do PMDB na Câmara.
Lustosa e Firmo de Castro são aposentados pelo fundo de pensão do BNB. Eles se consideram prejudicados pela política de gerenciamento adotada pelo presidente Byron Queiroz, do grupo político do governador do Ceará, Tasso Jereissati (PSDB).
De acordo com Lustosa, Queiroz manda no fundo de pensão e determinou a cobrança de 35% de contribuição dos aposentados. ‘‘Nós estamos decidindo aqui que não devemos cobrar nada dos inativos’’, afirmou Firmo de Castro. Segundo ele, a caixa de Previdência do BNB dá lucros mensais de cerca de R$ 5 milhões a R$ 6 milhões por mês. Lustosa e Castro discordam ainda da decisão de Byron, de determinar o corte no pagamento das horas extras dos aposentados. ‘‘Em todo banco oficial os funcionários fazem oito horas por dia, duas a mais do que a jornada’’, disse Castro. ‘‘A aposentadoria, então, é paga sobre a contribuição, que se deu sobre as oito horas.’
Queiroz administra o fundo de pensão do BNB à revelia dos interesses dos políticos. Ele conseguiu reduzir drasticamente a contribuição do BNB para o fundo e argumenta que, graças a suas medidas, conseguiu reequilibrar as contas do banco. Por isso, enfrenta várias ações na Justiça, movidas por funcionários e sindicalistas, além de sofrer uma campanha pública de acusações, em outdoors nas principais vias de Brasília, Fortaleza e Recife.

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