Brasília - Assim que a Mesa do Senado mandar instalar a CPI da Petrobras e começar a correr o prazo para indicação dos nomes que comporão a investigação, o PMDB deve indicar o senador João Alberto (PMDB-MA) para presidir os trabalhos da comissão. Alberto é antigo aliado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do antecessor, José Sarney (PMDB-AP), do qual Alberto é amigo de longa data.
Como maior partido do Congresso, o PMDB tem essa prerrogativa. A segunda maior bancada, no caso o PT, ficará com a relatoria, ainda sem dono. Obedecendo à proporcionalidade, o governo terá, em princípio, dez cadeiras para preencher. Do lado da oposição, a quem caberá 3 das 13 vagas, o senador Alvaro Dias (PR) já é uma certeza. Com ampla experiência em CPIs, a expectativa é de que ele seja o responsável pela apresentação de requerimentos.

Liminar
A CPI exclusiva da Petrobras é possível em função de uma liminar da ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF). Atendendo a um pedido da oposição, ela determinou a instalação imediata de uma CPI com foco apenas em suspeitas sobre a Petrobras. A decisão compromete a estratégia do governo de incluir na comissão apurações sobre o cartel de trens em São Paulo, o que atingiria o PSDB de Aécio Neves, e obras do Porto de Suape em Pernambuco, o que fustigaria o PSB de Eduardo Campos - ambos pré-candidatos ao Planalto.
A ministra afirmou que o direito garantido à minoria de criar CPIs para investigar irregularidades não pode ser submetido ao crivo da maioria, como propôs o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) - ele pediu que o plenário da Casa analisasse a possibilidade de instalar a CPI ampliada. Assim, até que o mérito da causa seja julgado pelo pleno do STF, Renan não pode submeter o assunto aos senadores.

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