Curitiba - Um dos principais nomes da base aliada ao governo do Estado e presidente da Assembleia Legislativa, Valdir Rossoni (PSDB), disse ontem que o projeto de lei que amplia os poderes da agência reguladora foi ''mal encaminhado e mal discutido''. Mesmo a bancada aliada negando qualquer tentativa de privatização de empresas como Copel e Sanepar, o texto do projeto de lei repercutiu mal e a bancada de oposição conseguiu mobilizar setores da sociedade que sustentam a bandeira de defesa das empresas públicas. Para o líder da bancada de oposição, Ênio Verri (PT), a retirada do projeto de lei para modificações foi considerada ''uma vitória''.
Questionado pela imprensa se não houve falha da base aliada na condução do processo, o líder da situação, Ademar Traiano (PSDB), nega: ''Não vejo falta de coordenação. O fórum da Assembleia Legislativa é a grande caixa de ressonância da sociedade. Nada melhor do que ouvir. As mensagens não podem ser empurradas goela abaixo'', disse Traiano. O secretário do Planejamento, Cassio Taniguchi, chegou a fazer uma apresentação na Assembleia Legislativa em defesa do projeto de lei.
Traiano também amenizou o peso das críticas de peemedebistas ao projeto de lei. ''Estamos muito bem atendidos com os bons parlamentares do PMDB. E o futuro a Deus pertence'', indicou ele. Beto Richa estaria interessado em atrair o PMDB para a base aliada, com perspectivas para as eleições de 2014.
O tucano não quis antecipar ontem todas as modificações que o Executivo pretende fazer no projeto de lei que amplia os poderes da agência reguladora, mas o tucano confirmou que a Copel deve ser excluída do texto. ''A agência vai regular atividades concedidas nas quais o Estado é minoritário ou não tem participação'', disse Traiano. A oposição criticou o texto da proposta porque disse que não havia necessidade de regular serviços já prestados por empresas públicas, daí a desconfiança em relação à possibilidade de privatização. A taxa prevista no projeto de lei para manutenção da agência reguladora também deve ser revista. (C.S.)

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