Alguns políticos rejeitam cargos no novo ministério
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sábado, 23 de março de 2002
Agência EFE 
LisboaOs problemas para Durão Barroso se multiplicam. Em algumas horas ele viu como caíam de sua lista de governo ideal vários dos nomes que planejava nomear para lugares chave. Assim como foi o caso de Manuel Dias Loureiro, um dos seus mais firmes apoios, que alegou razões profissionais para não aceitar ser ministro de Assuntos Exteriores para o qual era considerado certo. Também é o caso de Miguel Cadilhe, que já apresentou um pretexto para não ser o ministro de Finanças, que Durão Barroso quer converter no super-ministro de seu governo, capaz de diminuir a grave crise econômica nacional. Cadilhe, um dos economistas que inspiraram o programa de ajuste financeiro que deve ser aplicado por Durão Barroso, deixou claro que não quer fazer parte de um governo com Paulo Portas.
Mas a estabilidade do executivo, que poderia se considerar assegurada pela matemática eleitoral, é questionada por muitos líderes do PSD, e também é posta em dúvida pela oposição socialista devido à polêmica personalidade do líder conservador Paulo Portas.


