De acordo com Valdir Rossoni (PSDB), após o recadastramento dos efetivos da Assembleia Legislativa (AL), vários servidores retornaram à Casa mas não encontraram local para trabalhar. ''Como tinha caso de departamento com duas mesas e cadeiras e cerca de 30 pessoas dizendo que estavam lotadas lá, por enquanto deixamos essas pessoas no plenarinho''. Segundo ele, esses efetivos terão oportunidade de fazer cursos de reciclagem para serem reequadrados em algum setor da Casa.
''Quem estiver com vontade de trabalhar, vamos dar todas as oportunidades para que eles encontrem funções a desempenhar aqui. Mas tem gente que já disse que não quer trabalhar. Só que vai ter que bater ponto e cumprir horário todos os dias para não ter o salário cortado''. Essas pessoas ainda podem sofrer processo administrativo e serem exoneradas de seus cargos.
Rossoni anunciou que dos 400 comissionados que existiam na administração e foram exonerados no início da nova gestão cerca de 150 devem permanecer na Casa. Ele prometeu divulgar dentro de 15 dias a lista com os nomes de todos os comissionados contratados nesta legislatura. O 1º secretário, Plauto Miró (DEM), informou, ainda, sobre o projeto de reforma dos gabinetes parlamentares. ''Já temos um arquiteto e um engenheiro fazendo um estudo de como ficará o layout do prédio de gabinetes. A ideia é padronizar para que ninguém seja prejudicado.''
Sobre o levantamento patrimoninal, que vem sendo realizado pelo 2º secretário, Reni Pereira (PSB), o presidente comentou a dificuldade em obter as informações. ''Não existe registro nenhum de patrimônio da Casa. Nós não sabemos quantas cadeiras, computadores ou mesmo imóveis a Assembleia tem. Estamos descobrindo isso através dos atos de compra ao longo dos anos.''
No meio de tantos anúncios, no entanto, presidente e 1º secretário permanecem no discurso de que não querem falar sobre o passado da Casa de Leis. Questionado se ao menos as informações de atos das gestões anteriores seriam disponibilizadas, Rossoni se desvia. ''Nossa vida aqui começou em 1º de fevereiro. Tudo o que passou está com o Ministério Público estadual.'' Contudo, garante que ao menos as situações das efetivações pós Constituição Federal de 1988 continuam sendo alvo de apuração.

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