Alfinetadas no primeiro debate da TV
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quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Paula Barbosa Ocanha <br> Reportagem Local 
Os dois candidatos a prefeito de Londrina - Alexandre Kireeff (PSD) e Marcelo Belinati (PP) - se enfrentaram pela primeira vez em um debate de TV neste segundo turno das eleições, na noite de terça-feira, e acabaram com o tom morno que predominou nos encontros do primeiro turno. O candidato do PSD inclusive pediu direito de resposta no segundo bloco - o que foi indeferido pela comissão julgadora.
O debate, promovido pela Rede Massa e mediado pelo jornalista Gelson Negrão, começou com uma pergunta de Marcelo envolvendo a área da Saúde - e que depois foi considerada ''infantil e simplista'' pelo candidato Alexandre Kireeff. Marcelo pediu para que Kireeff citasse o nome de pelo menos cinco medicamentos que devem ser distribuídos pelos postos de saúde. ''Vou deixar isso ser resolvido por técnicos. Nossa crítica é com essas coligações que deixam pessoas que não são técnicas cuidando do assunto'', respondeu o candidato do PSD.
Kireeff ressaltou que o prefeito deve saber gerenciar e colocar as pessoas certas nas pastas, para que ''a resposta seja dada prontamente''. Marcelo, que é médico, alegou que ''um candidato a prefeito de Londrina tem a obrigação de saber o nome de remédios do posto de saúde''. Kireeff respondeu que se recusava a discutir o assunto ''de forma tão simplista e infantil''.
As perguntas foram sendo trocadas entre os candidatos e, em quase todas as respostas, Marcelo afirmava que ''não concordava com a postura de Kireeff de afirmar que não precisa de apoio político''. ''Precisamos dos deputados, do governo federal para termos projetos, dinheiro. Essa é uma diferença muito grande no nosso governo.'' Já Kireeff focava na grande coligação de Marcelo Belinati, formada por 14 partidos, o que exigiria uma ''distribuição de cargos para pessoas que não são técnicas'', inchando a administração e pesando os cofres públicos.
''Só quero lembrar que o irmão do candidato (Fernando Kireeff) foi presidente da Sercomtel em quase toda a gestão do prefeito Barbosa Neto'', atacou o pepista, sugerindo que essa seria uma nomeação puramente política. Kireeff pediu direito de resposta, mas a comissão julgadora avaliou que não houve ofensa.
Outros assuntos que já tinham sido tratados em debates anteriores voltaram à cena: Saúde, Educação, flexibilidade do horário do comércio (que ambos alegam ser contra), segurança, armamento da Guarda Municipal (que Marcelo apoia e Kireeff defende que no momento não é adequado), geração de emprego e projeto Arco Norte. O debate durou cerca de duas horas e, ao final, os dois candidatos avaliaram positivamente o resultado. ''É importante debater assuntos e não entrar em ataques pessoais'', avaliou Kireeff. Já Marcelo ressaltou que agora é a hora de ''mostrar as diferenças de governo dos dois candidatos''. Hoje o debate será feito pela TV Tarobá, a partir das 22 horas.
Rádio
Já no debate promovido pela rádio CBN, em parceria com o Portal Bonde, realizado ontem pela manhã, os candidatos falaram, entre outros assuntos, sobre a crise financeira enfrentada pela Prefeitura de Londrina. No entendimento de Alexandre Kireeff, a crise foi causada por má gestão dos recursos públicos. ''Nós tínhamos um histórico desde 2008 de saldos positivos. A cada ano o saldo foi caindo e, hoje, estamos passando por esta situação. Isso é fruto da falta de planejamento e do uso da máquina pública de forma indevida, que precisa ser operada por pessoas que a conhecem'', argumentou.
Já Marcelo Belinati ressaltou a importância do Programa de Recuperação Fiscal (Profis) e elogiou a administração do aliado Gerson Araújo (PSDB). ''No ano que vem, a prefeitura tem um orçamento de R$ 1,2 bilhão. É público e notório que uma administração recém-eleita acaba gerando uma credibilidade junto à população e isso favorece a administração, as pessoas passam a dar mais crédito à administração e contribuem mais pagando os seus impostos'', destacou.
Os candidatos também voltaram a prometer não revisar a Planta de Valores do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A iniciativa, apresentada pela administração de Barbosa Neto (PDT) em 2009 e rejeitada pelos vereadores, deve continuar arquivada se depender dos prefeituráveis. (colaborou Guilherme Batista/Equipe Bonde)


