Alexandre Curi descarta concorrer sem apoio de Ratinho Junior
Pré-candidato ao governo pelo Republicanos, presidente da Alep diz que grupo anunciará em breve o cabeça de chapa e defende união
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 10 de abril de 2026
Pré-candidato ao governo pelo Republicanos, presidente da Alep diz que grupo anunciará em breve o cabeça de chapa e defende união

O presidente da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná), Alexandre Curi (Republicanos), que deixou recentemente o PSD e é pré-candidato ao governo do Estado, pregou um discurso de união no grupo do governador Ratinho Junior (PSD) durante a abertura da 64ª ExpoLondrina (Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina), nesta sexta-feira (10).
Atendendo à imprensa, Curi fez questão de dizer que sua saída do PSD contou com a anuência do governador e que o objetivo é montar uma “grande frente política” que, nos próximos dias, deve anunciar quem será o candidato governista. Questionado pela FOLHA se manterá a candidatura caso Ratinho opte por outro nome, como Guto Silva, por exemplo, Curi descartou um movimento que não seja alinhado ao governador.
“Nós vamos anunciar juntos. Eu posso garantir, e é por isso que está tendo a demora, que não vai ter um anúncio e, posteriormente, um outro anúncio de uma divisão, de uma ruptura. Estamos construindo para estarmos, numa coletiva, anunciando os nossos dois nomes ao Senado, a governador e vice. Eu vou construir, estou trabalhando para ser o meu nome indicado pelo governador”, disse.
“No passado, eu até entendia que poderíamos ter duas candidaturas dentro do grupo do governador Ratinho Junior. Uma apoiada por ele no PSD e outra com a minha pessoa e o ex-prefeito Rafael Greca [agora filiado ao MDB]. Nesse momento, eu entendo que tem que ter essa unidade, não tem mais espaço para duas candidaturas”, reforçou.
GUTO SILVA
O ex-secretário das Cidades também citou a articulação que levou Curi ao Republicanos e classificou o presidente da Alep como aliado. Ainda na expectativa de ser escolhido como o nome do grupo, Silva afirmou ser necessário apresentar um projeto “de continuidade” ao governo, mantendo “todo mundo no mesmo palanque”, e deu pouca importância às pesquisas eleitorais.
“Pesquisa de abril… eu falo que quem olha pesquisa agora, quantitativa, não precisa nem ter eleição em outubro, né? Muita coisa pode acontecer. Tem muita a questão qualitativa, e obviamente teremos uma eleição polarizada no Brasil e não podemos negar a força política e eleitoral do governador Ratinho Junior no Paraná”, disse o ex-secretário, que defendeu “não baixar o nível” durante o pleito.


Douglas Kuspiosz
Repórter com foco em Política e Cidades.


