A transformação de Londrina em um grande pólo de turismo nacional norteou ontem a entrevista com o candidato a prefeito Alex Canziani, do PTB, no Auditório da Associação Comercial e Industrial da cidade (Acil). O evento encerrou a sabatina com prefeituráveis promovida há oito semanas pela parceria Folha/Rádio CBN/TV Tarobá. A ordem foi determinada em sorteio.
Durante uma hora, o candidato respondeu perguntas feitas por jornalistas dos três veículos. Diferentemente dos outros sábados, a CBN não transmitiu o encontro ao vivo devido a uma falta de energia na emissora no horário agendado.
Na exposição do plano de governo, Alex deu ênfase à criação de empregos por meio do investimento no setor de turismo e enumerou algumas medidas já esquematizadas em projetos, para um eventual mandato. Uma delas é a construção de um centro de lazer na área onde estão localizados o kartódromo, o Autódromo Internacional Ayrton Senna e o Estádio do Café. ''Nossa expectativa é que isso gere pelo menos 500 empregos diretos e 3 mil indiretos'', apontou. Outra promessa de campanha, a construção de 50 barracões de emprego pelo município deve criar, segundo o petebista, outros 5 mil novos postos de trabalho.
Apesar da ênfase no setor, Alex descartou uma eventual Secretaria Municipal de Turismo, por considerar que a atual estrutura admnistrativa precisa ser ''enxugada''. ''Há muitas secretarias'', disse, ante o trato de que também vai ''diminuir a Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) e criar a Agência de Desenvolvimento Econômico'' para atrair investidores à cidade.
Problema crônico em uma realidade que já computa 124 homicídios no ano, a segurança foi outro tópico abordado pelo petebista. Ele defendeu a municipalização do serviço a exemplo do prometido para água e esgoto e garantiu a instalação de uma central de emergência como a observada em cidades do exterior visitadas por ele. ''Não só isso, mas também ativaremos a Guarda Municipal'', complementou.
Presente mais uma vez à sabatina, o presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Alvino Aparecido Filho, comentou ter apreciado as propostas voltadas à área, especialmente a da Central. ''Isso é fundamental, mas creio que faltou desenvolver a idéia de integração entre as polícias Militar, Civil e Federal'', ressalvou.

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