Alex Canziani reforça versão sobre o mensalão
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Folhapress 
Brasília - O deputado federal Alex Canziani (PTB-PR) também reforçou em depoimento à Justiça Federal ontem que a bancada do PTB na Câmara tomou conhecimento do mensalão antes da divulgação do esquema pela imprensa. A existência do suposto esquema foi revelado por Roberto Jefferson - presidente do partido e deputado federal cassado.
Canziani, que foi ouvido como testemunha, sustentou que Roberto Jefferson - presidente do partido e deputado federal cassado - disse em encontro dos parlamentares do PTB que avisou o presidente Lula de que havia uma compensação financeira para que os deputados apoiassem as votações de interesse do Executivo no Congresso, como as reformas da previdência e tributária.
''Houve uma reunião da bancada. Antes já se falava isso no Congresso de que algumas bancadas recebiam dinheiro em troca da aprovação de projetos. Ele (Jefferson) comentou que teria falado com o presidente Lula sobre essa questão, que estaria havendo no Congresso a troca de votos por pagamento. Ele (Roberto Jefferson) disse que não iria aceitar (a compra de votos)'', disse.
O deputado disse ainda que a orientação do partido era para que a questão de recursos financeiros fosse tratada diretamente com Jefferson e não com o ex-primeiro-secretário do PTB, Emerson Palmieri - os dois são réus no processo do mensalão.
Na segunda-feira, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) José Múcio Monteiro afirmou que o PTB ''em hipótese nenhuma'' participou do mensalão. Ex-coordenador político do governo Lula e ex-líder do partido na época do escândalo, Múcio disse que a parceria entre o PTB e o governo não envolveu vantagem financeira em troca de apoio durante as votações no Congresso. A denúncia do mensalão partiu do presidente do PTB, deputado cassado Roberto Jefferson.
Segundo Múcio, PT e PTB tiveram um encontro, mas só trataram de recursos quando discutiram alianças para as eleições de 2004. O ministro confirmou que participou de um encontro, em 2003, entre petistas e petebistas no qual ficou acertado um auxílio do PT de R$ 20 milhões para o PTB aplicar na disputa municipal.


