A tarde de ontem começou movimentada no Legislativo londrinense. Depois de uma ligação anônima, feita de um telefone público, que fica na frente da escola municipal Zumbi dos Palmares, na zona sul da cidade, informando que havia uma ''bomba'' no prédio, a sessão começou com 40 minutos de atraso. Por volta das 13h30, ao receber a ligação, a telefonista avisou o diretor da Casa, Altemir Lopes, que acionou a Polícia Militar. ''A PM chegou rapidamente e pediu para que todos deixassem o prédio.''
Todos os funcionários, vereadores e assessores esperaram no estacionamento a conclusão da varredura feita pelo Pelotão de Choque da PM no interior do prédio e no entorno. Segundo o Tenente Marcelo Israel, foram deslocados 15 homens e três viaturas para o trabalho. ''Constatado o trote, liberamos para que todos pudessem retornar às suas atividades e agora vamos encaminhar a ocorrência para a P2 (serviço reservado da PM) para que façam as diligências. Se identificada, essa pessoa poderá ser responsabilizada por falsa comunicação de crime, punível com reclusão'', explicou o tenente.
O presidente da Câmara, Gerson Araújo (PSDB), reconheceu que a ameaça deixou o clima pesado. ''Realmente fica um clima complicado, mas com a liberação da PM, temos que seguir a agenda.''
O tenente Israel lembrou que, em situações de ameaça, o correto é garantir que não há mais risco e depois seguir com as atividades. ''Se o objetivo era encerrar a agenda do órgão público, o suposto terrorista vai perceber que a estratégia não deu em nada.''

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