São Paulo - O vice-presidente José Alencar, de 76 anos, deixou o Hospital Sírio-Libanês ontem às 12h40, após passar mais três dias internado para uma nova sessão de quimioterapia. Demonstrando boa disposição, ele informou que está sentindo bem, mas que o tratamento continua. Daqui a três semanas, ele terá de se submeter a mais uma etapa do tratamento contra o tumor cancerígeno na região do abdômen.

Ao sair do hospital, informou que iria viajar em seguida para Brasília, onde tem uma reunião hoje com a coordenação política do governo. Essa foi a terceira vez que Alencar é internado na luta contra a doença, só neste ano. O vice-presidente passou por seis cirurgias e, de 3 a 6 de janeiro, realizou uma sessão de quimioterapia. Em razão dos efeitos colaterais, teve de retornar ao Sírio-Libanês no último dia 12, permanecendo por uma semana.

Questionado sobre a declaração do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que sábado manifestou preocupação em torno da crise econômica dos Estados Unidos, Alencar mostrou confiança na economia brasileira. O vice-presidente, no entanto, alegou que o país precisa estar atento. O Brasil está em condições muito boas como nunca teve para enfrentar essa crise. Agora é claro que, nem por isso, devemos ficar de braços cruzados, temos de estar atentos, comentou.

Durante o Fórum Mundial Econômico, em Davos, Suíça, Meirelles afirmou que o Brasil está estudando medidas adicionais para reforçar a proteção do país contra a turbulência provocada pela crise na economia norte-americana.

Alencar evitou ainda fazer uma avaliação sobre as denúncias contra o empresário Edison Lobão Filho, filho do ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, e que assumirá a vaga deixada pelo pai no Senado. Ele, no entanto, defendeu investigações sobre o caso. Sempre fui a favor de que qualquer denúncia seja investigada com rigor. Eu não tenho o costume de julgar um pessoa culpada a priori porque até prova em contrário as pessoas são honestas, disse.

Lobão Filho é acusado de ter usado ''laranjas'' e de ser sócio oculto de uma distribuidora de bebidas no Maranhão que teria sonegado R$ 42 milhões nos últimos oito anos.

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