Brasília - O vice-presidente da República, José Alencar, admitiu que o tumor no abdome voltou, mas que, apesar do diagnóstico, manterá normalmente suas atividades de trabalho. Alencar negou que pretende se afastar da Vice-Presidência durante o tratamento. Segundo ele, nem mesmo quando estava em campanha para o Senado e para a reeleição, licenciou-se de suas atividades políticas.
‘‘Eu acho que o trabalho tem até me ajudado. Venho enfrentando esse caso e nunca parei de trabalhar.’’ Ele afirmou também que fará um tratamento pioneiro com medicamento espanhol no hospital Sírio-Libanês para tentar controlar a doença.
Bem-humorado, Alencar disse que as pessoas devem se preparar para vê-lo careca, como já ocorreu no ano passado, e ressaltou que está esperançoso em obter a cura.
‘‘Estou absolutamente normal e bem, nada está me atrapalhando. Ninguém manda na vida, o dia que Deus quiser me levar, ele me leva mesmo e não precisa de câncer para levar’’, disse o vice-presidente ao chegar em Brasília.
Alencar contou que iniciará seu tratamento na primeira semana de agosto, quando vai tomar um medicamento espanhol chamado Yundelles. Segundo ele, é uma pesquisa recente e com efeitos positivos que visam a cura do câncer.
O vice-presidente afirmou também que está recebendo orientação do ministro José Gomes Temporão (Saúde) para o seu tratamento. Ele disse que o medicamento é aplicado na veia por 24 horas e, em seis ou sete dias, surgem os efeitos colaterais.
Otimista, Alencar disse não temer o novo tratamento. ‘‘A vida é uma luta, não é apenas margem, é também curvas, morros, atoleiros, e nós vamos lutando.’’
Na terça-feira, ele se submeteu a uma série de exames no Sírio-Libanês, que revelaram que o tumor na região abdominal estava novamente presente.
Segundo ele, o recomendado é tomar o medicamento e também se submeter à quimioterapia. Apenas em último caso uma cirurgia.

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