Belo Horizonte O vice-presidente José Alencar adotou ontem um tom dúbio em suas declarações ao responder se seria favorável à instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) no Congresso para investigar as atividades do ex-assessor da Presidência Waldomiro Diniz no governo. ''Se fosse me basear em mim, teria que ser a favor da CPI'', disse.
Em seguida, ele enumerou três motivos que o impediriam de fechar questão sobre o assunto: seu partido, o PL, integra a base de apoio do governo; o cargo que ocupa; o fato de ter ficado afastado do cenário político durante duas semanas, por motivos de saúde, sem acompanhar o desenrolar do caso.
Pivô do atual escândalo envolvendo o governo Luiz Inácio Lula da Silva, Diniz foi subchefe de Assuntos Parlamentares da Presidência, cargo subordinado ao ministro José Dirceu (Casa Civil). Ele aparece numa gravação de 2002 cobrando propina de um empresário de jogos, quando presidia a Loterj.
Alencar chegou ontem a Belo Horizonte. No dia 21, ele passou, em São Paulo, por cirurgia de emergência para retirada da vesícula biliar e depois contraiu pneumonia.

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