Alemanha não teme um futuro governo petista
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quinta-feira, 17 de outubro de 2002
Agência Estado 
São Paulo O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, Bem Ran Schaik, afirmou ontem que as empresas alemãs instaladas no País não estão preocupadas ou com medo de uma eventual vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à Presidência.
''Estamos trabalhando com a postura de que é a democracia que decidirá quem será o presidente'', comentou Schaik, que também preside a Daimler Chrysler no Brasil. ''Temos medo, sim, é da ditadura'', completou, depois de um almoço com o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Sérgio Amaral, e executivos ligados à Câmara.
Para Schaik, o que mais preocupa no momento são as altas taxas de juros. ''Quem pretende investir não pode se submeter a pagar juros tão altos'', disse. O executivo afirmou também que indústrias que dependem de produtos cotados em dólares no mercado internacional como é o caso do aço, alumínio e borracha terão, inevitavelmente, de reajustar seus preços, ''pelo menos no mesmo patamar da inflação.''
Apesar destes problemas, o executivo da Câmara afirmou estar surpreso com a forma como o Brasil conseguiu reagir às crises como a da Argentina e a de energia: ''Normalmente, países em desenvolvimento que enfrentam situações semelhantes jamais poderiam imaginar crescer em torno 2%, como aqui. Isso é um fato positivo para o País''.


