Brasília - O líder do PFL na Câmara, José Carlos Aleluia (BA), foi reeleito ontem para o cargo, por 39 votos contra 24 dados ao candidato Pauderney Avelino (AM) e um em branco. O resultado significa uma derrota para o grupo do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) e uma vitória do presidente nacional do partido, senador Jorge Bornhausen (SC), e fortalece a tese de manter a legenda na oposição ao governo. Avelino representava a corrente de ACM, cujo grupo colabora com a administração federal. A disputa abriu um racha interno na sigla, com os deputados ligados ao senador do PFL da Bahia anunciando que não aceitarão as orientações dadas por Aleluia.
O clima foi tenso e a agremiação, declaradamente, se disse dividida. ''Este resultado é ruim porque mostra que o partido está rachado'', disse o vice-presidente da Câmara, Inocêncio Oliveira (PFL-PE). ''Seria menos traumático se não houvesse a participação ostensiva do presidente do partido, Jorge Bornhausen, na defesa de um dos candidatos.''
Oliveira afirmou, entretanto, que está afastada a hipótese, de ACM sair do partido, levando com ele um grupo grande de parlamentares. Segundo o vice-presidente da Câmara, o grupo derrotado pensa em constituir um líder informal para manifestar as posições no plenário da Casa.
Aleluia foi eleito para a função, pela primeira vez, em 2003, com apoio de ACM e do grupo dele. O fato de ter alçado vôo próprio e ainda a disposição de Aleluia de se candidatar a prefeito de Salvador esbarraram no senador do PFL. É que o candidato preferido de ACM a prefeito era o neto deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA).

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