Aldo Rebelo abre diálogo com a oposição
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terça-feira, 25 de maio de 2004
Agência Estado 
Brasília - Diante das dificuldades na própria base para aprovar projetos de interesse nacional, o ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo, abriu ontem pessoalmente o diálogo com a oposição. Ele visitou os líderes do PSDB e do PFL na Câmara e no Senado, um fato inédito no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com essa iniciativa, Aldo Rebelo exibe um estilo próprio de fazer política, diferentemente de seu antecessor, o ministro José Dirceu, que restringiu sua ação aos partidos aliados. O principal foco da conversa com a oposição foi a necessidade de aprovar projetos de interesse nacional, em tramitação no Congresso antes do recesso parlamentar de julho.
A expectativa do governo é de que, com a proximidade das eleições municipais, será cada vez mais difícil cumprir a agenda política. ''Se possível, queremos votar tudo antes do recesso de julho'', espera o ministro, depois da conversa com o líder do PSDB, deputado Custódio de Matos (MG). As pautas da Câmara e do Senado estão trancadas por Medidas Provisórias (MPs), um tema, inclusive, que foi objeto de reclamação dos líderes. O ministro disse que o governo já está reduzindo a edição de MPs, pois reconhece que essas matérias estão dificultando a atividade parlamentar e atrasando as votações dos projetos importantes.
Em mais de cinco horas no Congresso, Aldo Rebelo precisou adotar discursos distintos para a oposição e governo. Aos aliados, pediu a aprovação do salário mínimo de R$ 260,00. Mas, não tratou disso com os oposicionistas.
O ministro compreende que o governo do PT precisa reforçar suas alianças para governar que ''exige uma composição ampla de forças e de frentes heterogêneas''. ''Não estamos em uma democracia nórdica, onde os desequilíbrios foram resolvidos'', observou Aldo Rebelo.


