Agência Estado
De Brasília
A família da ex-amante do traficante Luís Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, Alda Inês dos Anjos Oliveira, foi ameaçada de morte por meio de um telefonema dado à comissão pelo 0800 durante seu depoimento ontem à CPI do Narcotráfico, segundo revelou o relator, deputado Moroni Torgan (PFL-CE). Alda não aceitou um acordo com os deputados para revelar o que sabe sobre os negócios de Beira-Mar alegando que o Programa de Proteção a Testemunhas ‘‘não vai para frente’’.
‘‘Tenho certeza de que não vai acontecer nada comigo’’, disse, procurando aparentar tranquilidade. Alda caiu em contradição ao dizer que teve seu último encontro com o traficante no Paraguai há um ano. Logo em seguida, desmentiu a informação afirmando que esteve com Beira-Mar em Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, e que foi ao Paraguai para fazer compras para seu filho, o que irritou os integrantes da comissão.
Ela procurou negar todas as informações prestadas ao Ministério Público no Rio, entre elas a que se refere a um apartamento na Barra da Tijuca onde recebia pessoas vindas do Paraguai e políticos. ‘‘Um homem inteligente não iria falar sobre essas coisas para uma simples mulher’’, disse. Alda confirmou que foi amante de Beira-Mar há sete anos, quando tinha 13 anos de idade, na favela Dois Irmãos, em Beira-Mar, onde morava, e que sua mãe, Maria Madalena Bezerra dos Anjos, trabalhou para uma padaria de propriedade do traficante. Em seguida, disse que não sabia que a padaria era do traficante. ‘‘Estou falando o que os jornais publicaram.’’

mockup