Alckmin vê descaso na Saúde; Lula faz comparação com FHC
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sexta-feira, 13 de outubro de 2006
Fábio Cavazotti<br>Reportagem Local 
O médico e candidato da oposição à Presidência, Geraldo Alckmin (PSDB), centrou fogo na área da saúde em seu segundo programa no horário eleitoral gratuito. O tucano criticou a gestão de Lula por ter ''abandonado programas importantes como o Mutirões da Saúde''. ''Como médico, tenho obrigação de acertar nessa área. Vou retomar o Mutirões da Saúde que havia e o Lula abandonou. É um programa importante para levar todo tipo de atendimento à população, de diabete à pressão alta'', afirmou.
Geraldo Alckmin também citou obras realizadas em sua passagem pelo governo de São Paulo: ''Construí 19 novos hospitais, centros de atendimento para idosos e crianças, fábrica de vacinas, além de ampliar o maior laboratório público da América Latina''. Além disso, o tucano disse que pretende levar para o governo federal o Programa Dose Certa, que segundo ele distribui 41 tipos de medicamentos de graça para a população carente de São Paulo. Geraldo Alckmin voltou a fazer referência ao escândalo do dossiê e criticou a investigação da Polícia Federal que ainda não esclareceu a origem do dinheiro apreendido com petistas.
Já o candidato Lula incluiu definitivamente o adversário e o governo tucano de FHC em seu programa eleitoral. Ao contrário do primeiro turno, a inserção de ontem focou a comparação de números entre a gestão atual e a anterior. ''Comparar presente com passado é importante. Nós geramos 105 mil empregos por mês, o governo FHC gerou 8 mil. Eles investiram R$ 2,2 bi em ações sociais, aumentamos para R$ 8,8 bi. Em oito anos, eles aumentaram o salário mínimo em 20,6%, nós em quatro anos chegamos a 25,7%''. Além destes dados, o programa petista citou ações do governo federal em São Paulo - estado em que Lula perdeu o primeiro turno por quase 4 milhões de votos. ''O governo federal investiu R$ 55 bi em quatro anos em São Paulo e gerou 19 vezes mais empregos''.
O candidato à reeleição também fez um mea culpa sobre os momentos finais do primeiro turno. ''Nós estamos cortando na carne e investigando, mas não vou entrar no jogo deles e deixar que o dossiê domine a campanha. No primeiro turno, para evitar baixarias eu não fui a um debate com os outros candidatos. Hoje percebo que errei'', disse.


